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Action Learning para turbinar a colaboração, a agilidade e os resultados


Action Learning para turbinar a colaboração, a agilidade e os resultados


A pandemia não acabou, mas a retomada já está em curso. Tenho conversado com empresas preocupadas em reduzir o gap dos seis meses de paralisação parcial ou total. Tenho ouvido como os problemas ficaram ainda mais complexos, exigindo uma capacidade de reinvenção e ação muito acima do praticado até então, que já tinha um ritmo acelerado. Exagero?

Olha essa manchete do Estadão[1]:

“Participação do comércio online nas vendas do varejo cresceu em 6 meses o mesmo que em 6 anos”

Ninguém redesenha sua estratégia e seu negócio sozinho. Não basta contratar uma consultoria ou uma tecnologia nova. É preciso bem mais que isso. Para fazer acontecer, é preciso diálogo, é preciso conexão, é preciso colaboração e é preciso agilidade na ação. Parece fácil?

“Pergunte a qualquer líder se sua organização valoriza a colaboração e você receberá um retumbante sim. Pergunte se as estratégias da empresa para aumentar a colaboração foram bem-sucedidas e você provavelmente receberá uma resposta diferente”, defende Francesca Gino, cientista comportamental e professora da Harvard Business School[2]. Para ela, os líderes veem a colaboração como um valor a cultivar, não como uma habilidade a aprender. E o pulo do gato está em entender essa diferença.

Há várias formas de desenvolver a colaboração e a agilidade, mas eu acredito no diálogo e na conexão como os motores mais confiáveis para promover a virada. Uma ótima forma para se fazer isso é usar abordagens estruturadas, como o Action Learning. Neste método de resolução de problemas, um grupo pequeno e diverso se debruça sobre um problema real, importante e urgente. O aprendizado tem aqui o mesmo peso da solução do problema em si.

Michael Marquardt, professor da George Washington University, costuma lembrar a antropologista Margaret Mead que diz: “nunca subestime o poder de um pequeno grupo com dedicação para mudar o mundo”.

O que acontece nesse encontro, com até oito pessoas, fora a coach, é a ativação da inteligência coletiva, através de uma técnica secular e intrinsicamente humana: a utilização de perguntas. Ao resgatar a curiosidade e colocar em prática a escuta empática, é possível encontrar possíveis caminhos para velhas questões, possíveis respostas para problemas ocultos e soluções para desafios, até então, impossíveis.

O Action Learning também é um processo democrático, passível de utilização nos mais diferentes segmentos, empresas e áreas - das ágeis companhias de tecnologia à indústria pesada, passando pelo competitivo varejo e real state. E é por meio de exemplos concretos que quero contar mais sobre essa ferramenta poderosa, capaz de alavancar o desenvolvimento do indivíduo, do grupo e da organização.


Em modo aprendiz sempre


Listada nas bolsas de valores de Amsterdã, Bruxelas, Paris, Madri e Luxemburgo, a Aperam é uma das principais produtoras de aço inoxidável e aços especiais do mundo. Está presente no Brasil há cerca de 70 anos e abraçou o Action Learning no início desse ano, por um desafio bem conhecido das organizações. “Surgiu de uma necessidade do atendimento das Business Partners de Recursos Humanos de auxiliar nossos clientes na solução de problemas”, explicou Natalia Saraiva, analista de desenvolvimento, que logo se encantou com adaptabilidade do método, o que fez com que a sua aplicação se expandisse rapidamente, muito além da motivação inicial.


Dentro da Aperam, o Action Learning já foi incorporado, segundo ela, às rotinas de reuniões, além de integrar a Academia de Liderança, programa voltado ao desenvolvimento dos especialistas - experts, com o objetivo de disseminar a cultura de aprendizagem e colaboração. Esse é um desafio e tanto em uma hard industry, onde a colaboração pode ter sérios entraves. “Em times com viés técnico muito forte, você percebe que, no início, há um desconforto de compartilhar algo incomum a outras áreas. “Ah, ele não vai entender o problema que tenho”, dizem. Só que quando os experts sentem que o outro, que não sabe nada da sua área ou do seu negócio, faz perguntas coerentes, aquilo traz sentido à iniciativa e gera colaboração entre pessoas, aparentemente, sem afinidade. Isso, aliás, que parecia um problema em um primeiro momento, torna-se logo irrelevante, porque eles passam a ver o problema de outros ângulos e saem das sessões com soluções concretas.”


Entusiasta da iniciativa, Natália fez a formação para se tornar coach de Action Learning e contou, durante o roadshow promovido pela Eight∞ Diálogos Transformadores, que não cansa de se surpreender a cada turma e a cada nova rodada. “Cada sessão é única e a gente não pode perder essa riqueza. É uma experiência que permite às pessoas pensar e fazer diferente. É uma questão cultural, pois elas entendem cada vez mais a importância de fazer perguntas, de se aprofundar nas questões, de ouvir os outros. Isso promove uma mudança de comportamento, independentemente de estar ou não em uma sessão de Action Learning”, diz a executiva da Aperam, que destacou a melhora não só no atendimento prestado pelas BPs, mas também na leitura de cenários feita pelos experts, uma habilidade fundamental para tempos complexos, como os principais ganhos já obtidos com o método.


Criatividade e Cocriação


O Iguatemi é referência em shopping centers no Brasil. Como uma das maiores empresas do setor, é sinônimo de pioneirismo, sofisticação, solidez, dinamismo e, claro, inovação. O Action Learning passou a ser utilizado pela rede há dois anos por iniciativa da diretora de RH, Vivian Brog